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15 outubro, 2010

Do que faz voar..

Vez ou outra, lembro de fragmentos de uma época que, não volta. Não é que eu me martirize é uma forma de lidar com a saudade e de tirar de lá ensinamentos seja pra mim, ou pra minha filha.
Por que foi lá que eu tive chances,foi lá que ganhei bagagem para ser o ser humano que sou, umas chances eu perdi, outras eu aproveitei da melhor maneira que me eram dadas. Algumas eu não soube lidar, mas talvez agora...mas como já disse o tempo não volta, e as chances agora sejam menos favoráveis do que antes, mas  podemos tentar.

Época de cheiro bom, manhãs felizes tardes que só eu tinha, cabelo desgrenhado, para não dizer impossivel de pentear a não ser que minha mãe (só ela mesmo) me colocasse no colo e passasse horas a fio tentando tirar aqueles nós, que só Deus sabe de onde vinham. Lembro de tanta coisa em pedaços, queria poder juntar... um dia eu vou, e nesse dia,  fazer um filme rs!
E as lembranças fluem, sem piedade de doer, de sentir saudade de verdade e chorar por isso, chorar de alivio por ter vivido, e não por não ter mais. Lembranças e sonhos que nos permitem voar...

13 outubro, 2010

Tarefa dificil

Todo mundo deveria, antes de abrir a boca,  falar ou criticar certas mães, olhar um pouquinho para o próprio umbigo, por que a tarefa não é fácil,  eu tenho certeza de que quem é mãe,  já sabe disso. Eu sou um exemplo de que quando eu era principalmente adolescente criticava muito minha mãe, e dizia quando for mãe não vou fazer isso, não vou fazer aquilo, hoje eu entendo muitas se não todas as coisas que minha mãe falava e fazia para o meu bem.

Mas tudo isso é pra dizer que ontem em pleno dia das crianças fui parar  na emergência do hospital pediatrico mais conhecido por aqui, a Lara com crise terrivel de garganta tadinha, que não estava conseguindo nem se alimentar. Chegamos no hospital, preenchemos a famosa ficha na recepção, que eu não aguento aquela ficha, que mais parece um relatório, nunca entrou na minha cabeça, que você em plena emergência tenha que preencher aquilo, mas vamos em frente.

Pensei que teria menos crianças do que encontrei lá, não sei que ingenuidade foi essa, estavamos esperando a nossa vez quando derrepente um pai estava lá esbravejando com a enfermeira chefe, reclamando que lá naquele hospital em que ele pagava muito caro,  não tinha atendimento para crianças com mordida de escorpião. Então a mãe bem mais calma do que o pai,  repetiu a pergunta a enfermeira, se ali não teria realmente atendimento para filha dela, e a enfermeira respondeu muito grosseiramente,  na minha opiniao: Que não. queimados e envenenamento é em "Tal" hospital, e a mãe imendiatamente disse: e por que o pessoal da recepção não me disse logo,  a bela da enfermeira respondeu grosseiramente novamente: Eu não sei.
Quer dizer,  você está em uma situação em que seus nervos já estão a flor da pele ainda vem uma enfermerazinha e te responde como se o teu problema fosse o mais simples do mundo e para ela não é nada. é F.......
Agora vem, a questão que eu coloquei no começo, que a gente só entende as mães depois que somos, mas ainda tem as execessões, tinha uma jovem mãe do meu lado,bonita e com um ar de superioridade que só vendo, assitia a tudo atentamente depois que a pobre mãe desesperada foi embora com sua filha no colo sem o atendimento necessário, ela disse: Aff, como essa mulher é tapada ela não sabe, que atendimento á queimados e envenenamento é só no hospital "tal". Com aquele ar de quem acha que sabe de tudo.Gente por mais que aquela senhora soubesse onde seria o atendimento, mas ela paga um plano de saúde o mais natural era que ela procurasse o convênio médico que paga, e outra nem todos sabem de tudo! e tem mais se o hospital do convênio não tivesse realmente o atendimento necessário para isso,  o hospital deveria disponibilizar uma ambulância com os primeiros socorros, para levar até o lugar que pudesse fazer o procedimento adequado.
Mas então,  o que quero dizer é que tem pessoas que mesmo depois de serem mães,  continuam à criticar outras mães, ela também já deveria saber o quanto a  tarefa é dificil.

23 julho, 2010

Que Boneca você é?

Visitando o blog da minha querida amiga Juliana, vi um link de um teste visual que achei bem interessante o teste é "Que boneca você é " faça o teste, você vai se surpreender. Olha o resultado do meu :
Fofolete


 Meiga e delicada, você sabe como ninguém dar e receber carinho. Sua sensibilidade, às vezes, pode ser confundida com fragilidade. No entanto, quem se aproxima de você percebe e entende que sua força está justamente na sua delicadeza. 





  **Se quiser fazer o teste também clique na boneca.

09 fevereiro, 2010

Das Lembranças


Naquelas tardes cinzentas que fazia em época de inverno escasso pelas bandas daqui, lembro-me bem do contorno do seu rosto a me olhar, contemplando a sua mais preciosa criação juntamente com o criador, tudo que você sempre quis, uma menina parecida com você que pudesse compartilhar seus sentimentos e talvez até com um pouco de sorte ser sua amiga e confidente. Aqueles dias ficariam na lembrança, na  mais fina lembrança de você, do seu rosto do seu caminhar do seu falar.
Você se doava a mim, e ponto, não importava mais nada nessa vida. E eu sou agradecida, por ter tido esse previlégio, de ter o seu amor limpo e sem reservas.
O tempo passou e nos castigou derrepente, sem avisos e não mais seriamos nós duas aqui. Mas sei que ainda somos nós duas em algum lugar...Clara

P.S eu te amo!!

27 janeiro, 2010

Voltando ao Lugar de onde vim...

Voltar a casa onde passei a minha infância me reporta a mais bela época da minha vida. por inúmeras coisas que acho que já falei aqui.A casa da minha vó, ou o quintal onde brincava, me traz tanta lembrança linda que enche meu peito, cada canto da casa o cheiro do tempo toda vez que muda de sol pra chuva e por ai vai.
Então toda vez que vou lá me renovo. É como se  me lembrasse por que que estou aqui, por que a minha mãe lutou tanto pra me dar o melhor, vejo tudo isso lá.
É lá também que fica a casinha onde morava com minha mãe e meu pai,coladinha com a da minha vó, quando entro fico olhando e procurando em cada canto, alguma lembrança que por ventura tenha esquecido. Lá  chorei, sorri, brinquei, fui a crinaça mais feliz do mundo, cresci e virei mulher. e é incrivél ainda está tudo lá, mostrando que por onde passamos deixamos marcas, e de vez em quando, só de vez em quando ,retorno aqueles tempos.
Por isso que ontem passei o dia por lá, ?(na vó), vivendo e revivendo.

28 julho, 2009

Olhe pra trás

Queria poder ter na memória tanta coisa linda que aconteceu na minha infância. trazer de volta cheiros e cores que tinha, lembrar cada detalhe daquele quintal onde eu passei toda infância a imaginar castelos e príncipes. Minha pequena e simples casa cheia de sonhos e amor onde felicidade imperava. Talvez na época não me desse conta de tanta felicidade, porque quando somos crianças não buscamos nada, apenas vivemos, e todos os dias somos felizes. A minha lembrança mais viva é minha mãe sempre perto, me protegendo ou me repreendendo, ou até mesmo correndo pelo quintal atrás de mim, com um chinelo rsrs! olha como as coisas mudam: enquanto minha mãe corria atrás de mim num quintal enorme , hoje nem tenho quintal pra correr atrás da Lara. (risos) Sei que as vezes temos que deixar o passado de lado e viver daqui pra frente, mas é difícil construir um futuro sem um passado, seja ele bom ou ruim. Se ele(o passado) foi bom, ótimo. Cuide pra que seu futuro seja melhor, e se seu passado não foi tão bom assim, essa é a hora, agora, faça diferente porque você tem um futuro brilhante! Meu pai tocava no violão no mesmo quintal em que brinquei:

18 junho, 2009

Amigo cão

Lá em casa sempre teve cachorro, quando eu digo lá em casa era onde eu morava quando criança. Então eu sempre via cachorros chegando novinhos lá em casa, brincava me apegava aos cachorros e tal, e sempre terminava da mesma forma: o bichinho acabava morrendo. E eu me acabava de chorar... e sempre foi assim, até que um dia eu disse: _ Quando tiver minha casa não vou criar cachorros nem gatos nem nada, não quero mais amar tanto um animal e depois perde-lo. O que eu não entendia era que essa parecia ser a lógica da vida sempre perdemos algo, não se podia evitar. Não podia evitar, simplesmente não adotando um bichinho de estimação pra não sofrer. Mas eu chorei de novo, a cachorra da minha vó, (a Lala) morreu hoje. Quando chamamos o veterinário não deu mais tempo,quando ele chegou tinha acabado de morrer, chorei tanto... A Lála era uma cachorra da raça pastor alemão, apesar de grande, era meiga, e carinhosa mas sabia ser feroz pra proteger seu território e aqueles que ela amava. E agora eu sei, não podemos evitar...perdas.

26 maio, 2009

Mais um dia Chovendo...

Adoro chuva. Ela traz o que há de mais saudosista pelo menos em mim. Lembrando da minha infância quando corria na chuva no meio da rua, pulando poça, junto com todos os moleques que alí eram felizes. A impressão que tenho hoje é que as chuvas de antigamente eram mais longas e grossas para se tomar banho (hehe). Hoje quando chove , minha filha pergunta mamãe vamos tomar banho ? quando penso que não, a chuva já tem passado. Só não nos últimos dias, por aqui tem chovido muito. Não me lembro de ter chovido tanto por aqui, talvez quando era pequena que como já disse as chuvas eram bem mais grossas e longas ao meu ver. Mas enfim parece que o tempo para quando está chovendo, e tudo só começa a andar quando para de chover.

Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

Clarice Lispector
Jose Gonzalez - Heartbeats