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16 janeiro, 2012

Dando um tempo

Com a chegada de 2012, resolvi por em pratica um projeto bem antiguinho que já havia pensado, o de fazer um blog sobre coisas informais e pessoais daquelas só para os mais chegados mesmo, e junto com minha pequena, e para isso preciso dar um tempo por aqui, demorei muito por que não tinha certeza se iria ter tempo ou se a ideia ia ser legal, mas o fato é que quem é blogueiro, não sabe ficar sem escrever ou sem blogar.
Mas quero informar é que o esboço do outro espaço que falei, já está no ar e eu tô tentando mexi aqui, e mexer dali pra ficar bem a minha cara e da minha pequena. Mas quem quiser já pode dar uma olhadinha estou esperando por lá. o blog é o Recortes Diários vai lá. E já com muita saudades desse cantinho.

Saudades de Amigos, escritos, musicas e emoções, mas estão todas postadas e registradas. até mais!

20 setembro, 2011

Ainda vivo de Saudade

Éh ! ... tem tempos que é assim, chego a ficar despedaçada de tanta saudade. Mas não posso posso evitar, é do meu eu, tá dentro de mim, me sinto bem, me sinto segura no passado,  e acredito até, na verdade acredito não, sei que é um tipo de ilusão, mas uma daquelas que faz bem...
Queria falar pra você como tá minha vida hoje:  tá  resumida em : trabalho, faculdade, casa, minha filha meu marido, hoje tá assim, tá cansativo sabe, sei que tenho que aprender a administrar esse tempo para os amigos  e o restante da familia mas tá dificil.
O meu desejo que estivesse aqui está tão presente, sempre esteve mas sabe quando os momentos dificeis apertam?  e a gente que a mãe ? pois é ...
Mas tô me virando.
A Lara sentiu o baque da minha ausência, não quiz mais ir pra vó,  mas agora já tá tudo bem (eu acho),resolvi por aqui mesmo,  e o pai me ajuda muito como sempre, não sai do meu lado.
Mas é isso,  tá desse jeitinho ai...   tirando...
A FALTA QUE VOCÊ ME FAZ, TÁ  TUDO BEM...

05 março, 2011

saudades de outros carnavais

Eu nunca fui chegada a carnaval, a agitação e aquela história de pular, até não aguentar mais e tal, mas quando era criança,  minha mãe, providenciava uma linda fantasia  e me levava aos bailinhos infantis. Lembro que eu chegava meio que timida, não queria dançar ou seria talvez por que aquele ritmo já não combinasse com a minha pessoa. Mas depois acabava me soltando um pouco com as brincadeiras e as amiguinhas, mas era só, nunca morri de amores.
Mas o tempo passou, e eu continuei a não gostar dos carnavais: aquela música muito alta e sem sentido , sim por que hoje pensou em carnaval, musica:  "AXÉ". E sinceramente... um estilo que não dá, me desculpe quem gosta, gosto não se discute, lamenta-se.
Agora um verdadeiro samba de raiz ai sim, é bom de ouvir e curtir, mas também tem outra coisa boa no carnaval, a minha saudade  dos carnavais da infância onde não me faltava nada nem ninguém e  por que era sinônimo de: brincadeiras infindavés na rua e vários dias sem aula, me lembro bem dessa parte. Hoje é sinonimo de: descanso do trabalho, e acordar bem tarde e isso pra mim é um bom carnaval.

Cartola- Corra e olhe o céu

15 outubro, 2010

Do que faz voar..

Vez ou outra, lembro de fragmentos de uma época que, não volta. Não é que eu me martirize é uma forma de lidar com a saudade e de tirar de lá ensinamentos seja pra mim, ou pra minha filha.
Por que foi lá que eu tive chances,foi lá que ganhei bagagem para ser o ser humano que sou, umas chances eu perdi, outras eu aproveitei da melhor maneira que me eram dadas. Algumas eu não soube lidar, mas talvez agora...mas como já disse o tempo não volta, e as chances agora sejam menos favoráveis do que antes, mas  podemos tentar.

Época de cheiro bom, manhãs felizes tardes que só eu tinha, cabelo desgrenhado, para não dizer impossivel de pentear a não ser que minha mãe (só ela mesmo) me colocasse no colo e passasse horas a fio tentando tirar aqueles nós, que só Deus sabe de onde vinham. Lembro de tanta coisa em pedaços, queria poder juntar... um dia eu vou, e nesse dia,  fazer um filme rs!
E as lembranças fluem, sem piedade de doer, de sentir saudade de verdade e chorar por isso, chorar de alivio por ter vivido, e não por não ter mais. Lembranças e sonhos que nos permitem voar...

28 setembro, 2010

Ainda sinto falta

Não adianta você ficar se policiando, pra não sentir isso, pra não sentir aquilo, não somos nós que mandamos é esse musculo involuntário (o coração) que bate no peito feito pedra que machuca quando quer, e ameniza quando ele já sabe que doeu demais...então eu ainda sinto, choro, percebo sua falta seu cheiro eu sou um pedaço de ti não tem como me desligar totalmente por que você ainda vive em mim Mãe.

"Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la".
Clarice Lispecto

01 setembro, 2010

Nem sempre recordar é viver

(...) Me recordei rapidamente de todas as pessoas e coisas que perdi por ainda não estar preparada para elas, ou por ainda ter muita curiosidade de mundo e dificuldade em ser permanente...

Recordei de amigos e parentes distantes, aqueles que eu sempre deixo pra depois porque moram muito longe ou acabaram se tornando pessoas muito diferentes de mim, sempre penso “mês que vem faço contato com eles”. E se não tiver mês que vem?..." Tati Bernardi

16 agosto, 2010

Um texto que eu queria ter Lido...

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...
Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!! Vinicius de Moraes

       p.s: Gostaria de ter lido esse texto ao fim da minha 7ª série
Eu o comparo com essa musica, escute e veja se você também não tem essa nostalgía....

Osvaldo Montenegro - A Lista

18 julho, 2010

A magia do Cinema

A muitos anos atrás eu ia a primeira vez no cinema também nas férias, de lá pra cá já fui algumas vezes, quando era pequena como o programa das férias na época era assistir os trapalhões ou a xuxa no São Luis, um cinema muito bonito, e um dos únicos se não o único, que passava filme infantil na época.
Depois veio a  outra fase em que se vai muito a cinema na adolescencência, é quase um point obrigatorio do namoro. Mas confesso que para namorar, fui pouco ao cinema quando ia , era realmente para assistir,  tirando titanic esse sim fui pra namorar afinal só no cinema vi 6 vezes rs! E agora levo minha pequenina, sei que quando ela crescer, que passar por todas essas fases vai se lembrar de quando papai e mamãe a levavam para assistir Toy Story, naquelas salas antigas de cinema, do iguatemy.rs!
A magia desse lugar ainda me encanta, como quando era pequena, mas agora não posso deixar de ressaltar que para chegar a esse encanto todo, passamos por algumas fases não tão encantadoras assim, ai vai desde as intermináveis filas pra comprar o ingresso ao  preço exorbitante da pipoquinha básica com  refrigerante.
Passado esse périodo de realidade temporária, ai sim voltamos a magia, e a tudo que nós vamos ver e sentir naquela sala confortavel,  com aquela telona enorme, rezando pra que seu vizinho de cadeira não seja um "mala" e então, só alegria.
Sei bem que mesmo com tudo isso, o que me deixa mais feliz além do fato de que gosto demais de ir ao cimena é saber que minha filha vai ter isso como uma lembraça feliz, que ela própria se encarregará de passar para os seus filhos assim espero.

Ontem assistimos Toy Story 3, adoramos, é cheio de lições que aprendemos com o passar dos anos e ainda assim alguns, não darão o devido valor a todas elas... são lições para crianças hoje e o adulto de amanhã.
Toy Story- Amigo estou aqui/ escuta vale a pena!

27 janeiro, 2010

Voltando ao Lugar de onde vim...

Voltar a casa onde passei a minha infância me reporta a mais bela época da minha vida. por inúmeras coisas que acho que já falei aqui.A casa da minha vó, ou o quintal onde brincava, me traz tanta lembrança linda que enche meu peito, cada canto da casa o cheiro do tempo toda vez que muda de sol pra chuva e por ai vai.
Então toda vez que vou lá me renovo. É como se  me lembrasse por que que estou aqui, por que a minha mãe lutou tanto pra me dar o melhor, vejo tudo isso lá.
É lá também que fica a casinha onde morava com minha mãe e meu pai,coladinha com a da minha vó, quando entro fico olhando e procurando em cada canto, alguma lembrança que por ventura tenha esquecido. Lá  chorei, sorri, brinquei, fui a crinaça mais feliz do mundo, cresci e virei mulher. e é incrivél ainda está tudo lá, mostrando que por onde passamos deixamos marcas, e de vez em quando, só de vez em quando ,retorno aqueles tempos.
Por isso que ontem passei o dia por lá, ?(na vó), vivendo e revivendo.

22 outubro, 2009

O caminho foi este

Como descrever a noite perfeita ? pois é a primeira noite que passei com você eu a julguei assim perfeita. Sentia no peito uma sensação que me sufocava e ao mesmo tempo me enchia de prazer. Era como se eu esperasse por ela a minha adolescência inteira, mas eu estava pronta pra amar, e também estava ciente dos riscos. Passamos uma tarde maravilhosa eu te olhava como quem não acreditasse que pudesse dar certo, mas ao mesmo tempo tinha uma vozinha que contradizia esse pensamento, mas sem dúvidas eu iria tentar.
Era  como se já nos conhecessemos a muito tempo, despreocupados com o tempo e com as pessoas que nos cercavam, brincavamos e nos olhavamos querendo descobrir o que o outro estava pensando, e eu estava muito eufórica com a possibilidade de estar com alguém em que eu pudesse apostar todas as fichas. Naquela tarde linda , nos beijamos devagar ,sentindo o gosto que cada boca trazia  e um cheiro que ficaria marcado na nossa pele, que como diz Chico Buarque :" feito tatuagem" um gosto impar que ninguém mais poderia ter.
 Ficamos colados um no outro,  você cantou pra mim... acho que ali foi o momento. O instante em que deu aquele clic. era "VOCÊ", a noite passou  tão rápido que nem me dei conta de que os primeiros raios de sol apontavam, avisando que estava na hora de ir  mas eu tinha certeza de que o veria de novo, e lembro daquela noite  com muito carinho, porque foi ali que começou nossa história, porque foi por esse caminho que decidimos seguir.

Marisa Monte- Não vá embora

12 setembro, 2009

O primeiro Chevette a gente nunca esquece...

Comecei a trabalhar muito cedo, aos 16 fiz meu primeiro estagio remunerado. Foi um período muito corrido e cansativo na minha vida, pois tinha que trabalhar e estudar. Entrava no trabalho as 8:00 e saia as 18:00, a maior correria por que ainda ia pra escola, e quando chegava em casa minha mãe já estava com meu lanche feito e blusinha da farda já passadinha pronta pra usar, era só o tempo de tomar um banho e ir pra escola, até as 22:00 hs.

Tinha vezes em que o cansaço realmente me vencia e eu não tinha forças p/ ir á escola. Foi com esse sacrifício todo que eu juntei dinheiro e comprei meu primeiro carro, e quando falo sacrifício, gente é porque foi viu. Quando comecei a trabalhar a intenção era ajudar minha mãe que era manicura e não ganhava lá esse dinheiro todo, e meu pai também não tinha emprego fixo, então "eu" resolvi começar a trabalhar. A ideia de comprar o carro me veio quando vi que eu podia viver e ajudar meus pais só com o dinheiro que eu ganhava no fim do mês, e teoricamente sobrava o da quinzena.

Resolvi abri uma conta e colocar todo o dinheiro da quinzena no banco, e assim fiz por um ano. Quando completou um ano que eu estava juntando o dinheiro resolvi tirar e comprar o carro. Comecei a procurar os carros, tinha que ver preço, se o carro não era muito ruim, até por que com o dinheiro que eu tinha, não podia comprar assim uma Ferrari. olhava em jornais anúncios e tudo depois de telefonemas e muita busca, resolvi ir na feira de carros e foi lá que eu encontrei meu chevette.

Estava todo bonitinho bem arrumadinho e o melhor cabia no meu bolso. No outro dia fomos ver o carro, direitinho e fechei o negocio. Fiquei feliz e muito orgulhosa, porque tive a constatação de quando você quer muito uma coisa você consegue não importa os sacrificios...  

"Chevette foi meu companheiro, por 2 anos tinha tanto amor por ele, me ajudou tanto era com ele que eu ia encontrar meu amor, viajava, amigo pra toda ocasião, mas infelizmente ou felizmente tive que troca-lo, estava ficando muito velhinho o bichinho, mas foi um sonho realizado."

28 julho, 2009

Olhe pra trás

Queria poder ter na memória tanta coisa linda que aconteceu na minha infância. trazer de volta cheiros e cores que tinha, lembrar cada detalhe daquele quintal onde eu passei toda infância a imaginar castelos e príncipes. Minha pequena e simples casa cheia de sonhos e amor onde felicidade imperava. Talvez na época não me desse conta de tanta felicidade, porque quando somos crianças não buscamos nada, apenas vivemos, e todos os dias somos felizes. A minha lembrança mais viva é minha mãe sempre perto, me protegendo ou me repreendendo, ou até mesmo correndo pelo quintal atrás de mim, com um chinelo rsrs! olha como as coisas mudam: enquanto minha mãe corria atrás de mim num quintal enorme , hoje nem tenho quintal pra correr atrás da Lara. (risos) Sei que as vezes temos que deixar o passado de lado e viver daqui pra frente, mas é difícil construir um futuro sem um passado, seja ele bom ou ruim. Se ele(o passado) foi bom, ótimo. Cuide pra que seu futuro seja melhor, e se seu passado não foi tão bom assim, essa é a hora, agora, faça diferente porque você tem um futuro brilhante! Meu pai tocava no violão no mesmo quintal em que brinquei:

09 julho, 2009

Sábias lembranças

Cheguei na vó como de costume de manhã bem cedo, tudo do mesmo jeito de antes,(a vó no fogão, embora não pudesse estar ali) tomei o café gostoso, e sentei no velho corredor para conversamos, de coisas sérias, a coisas bobas as gargalhadas.
Aquela casa grande da minha infância, empoeirada, não era mais limpa com freguencia, e com o zelo de antes pois, sua dona estava doente e não podia mais. Depois, encontrei a vó, olhando para o horizonte, um olhar perdido e, me disse perguntado: _Porque estou sofrendo tanto?sei que eu não fui má pessoa. Quando ouvi aquela frase meu coração doeu, eu sabia o que a vó estava falando era tão real quanto o seu passado distânte. Então, ela começou a contar uma historia que me preparava para ouvir atenciosamente. _Eu cuidava de uma senhora, quando era moça, que tinha uma doença muito grave...chegava pela manha na casa dela eu a arrumava dava banho e a comida. havia vezes em que não tinha a comida, então deixava ela banhada e ia pra rua pedir "auxilio" para uma senhora doente (os olhos cheios de lágrima como quem via a cena passar na sua frente tão nítida quanto suas palavras). _Ao fim da tarde eu voltava com muita coisa, arroz, feijão e até leite trazia, para aquela pobre senhora sozinha. e assim cuidei dela muitos anos... Eu com o coração apertado continuava a ouvir a história como um filme triste... _é por isso que acho que não mereço o que estou passando. _Será que estou sendo castigada? Ai falei: Que isso vó a senhora não esta sendo castigada,está doente por causa da sua idade,já trabalhou muito na vida. _Vamos fazer uma coisa? sempre que a senhora pensar assim, pense que tem gente em situação pior que a sua: sem família, sem amigos sem ninguém,sozinho numa casa de repouso, igual aquela senhora que a senhora cuidou no passado. Nessa hora sentir que a fiz firmar o pé no chão e fazê-la entender, que a muito começou uma nova vida,longe de todas as mazelas do passado sofrido, e que agora ela tinha uma família que a amava muito e que nunca ia abandona-la. Olhando pra ela estava com um semblante satisfeito e feliz...e agora conversávamos de outros assuntos ... Gosto de conversar com minha avó,de ouvi-la,saber o que ela passou,pois ali começa minha verdadeira historia... Maria Betania - Tocando em Frente

26 maio, 2009

Mais um dia Chovendo...

Adoro chuva. Ela traz o que há de mais saudosista pelo menos em mim. Lembrando da minha infância quando corria na chuva no meio da rua, pulando poça, junto com todos os moleques que alí eram felizes. A impressão que tenho hoje é que as chuvas de antigamente eram mais longas e grossas para se tomar banho (hehe). Hoje quando chove , minha filha pergunta mamãe vamos tomar banho ? quando penso que não, a chuva já tem passado. Só não nos últimos dias, por aqui tem chovido muito. Não me lembro de ter chovido tanto por aqui, talvez quando era pequena que como já disse as chuvas eram bem mais grossas e longas ao meu ver. Mas enfim parece que o tempo para quando está chovendo, e tudo só começa a andar quando para de chover.

Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

Clarice Lispector
Jose Gonzalez - Heartbeats

28 abril, 2009

Um pai,um Violão

Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!...
(Casimiro de Abreu)
Eu particularmente gosto desse poema,qualquer dia eu posto ele todo aqui. Mas citei ele pra poder falar do meu pai por que hoje ouvi uma música do James Taylor e meu pai tocava muito ela pra mim no violão. Nós sentavamos num banquinho de madeira pequeno num fim de tarde, eu já estava de banho tomado e cheirosa toda arrumadinha só pra ver ele tocar. Ficava adimirada olhando aquele homem a quem eu tanto amava e confiava me sentia tão segura quando estava com ele. Eu era maior fã dele. Hoje o violão está lá, empoeirado e não toca mais pra mim, por que será que a vida nos obriga a deixar velhos hábitos? PS: Ainda sou muito fã dele rs!
James taylor - Você tem um Amigo